É a combinação de uma vida à beira do lago, em uma cidade sem violência nem congestionamento - privilégio de poucos - e uma população de 4 mil habitantes, predominantemente trabalhadores assalariados que vivem das cerâmicas, o principal motor da economia local. Isso faz de Santa Cruz da Conceição, a 178 km de São Paulo, um dos municípios com uma das maiores taxas de desigualdade social no Estado. Aliás, a disparidade aumentou: o índice de Gini subiu de 0,52 para 0,67 entre 2000 e 2010.
Com menos de dez moradores com rendimento nominal mensal superior a 30 salários mínimos, a desigualdade social de Santa Cruz da Conceição tem relação direta com a presença desses poucos ricos, que moram nos bairros do entorno da Represa Dr. Euclides Morelli. Batizado de Prainha, por causa da faixa de areia para banhistas, o grande espelho d'água atrai turistas e também moradores de alta renda que elevam a faixa dos mais ricos.
