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A cada R$ 1 em transporte público, governo dá R$ 12 para carro e moto


A cada R$ 12 gastos em incentivos ao transporte particular, o governo investe R$ 1 em transporte público. A constatação foi feita pelo Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas) no estudo sobre a mobilidade urbana no Brasil, divulgado na última quarta-feira (25). A pesquisa considera as três esferas de governo do país: municipal, estadual e federal.

A pesquisa considera esse desequilíbrio de valores gastos em incentivos como um dos fatores responsáveis pelo aumento do número de carros e motos no país e, por consequência, dos congestionamentos. "Muitas vezes, essas políticas não são percebidas claramente pela população por envolver omissão do poder público", diz o texto.

Entre os subsídios considerados pelo Ipea está a isenção de IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) dada aos carros de baixa cilindrada, os chamados carros populares. "Enquanto os veículos acima de 2.000 cilindradas pagam 25% de IPI e aqueles entre 1.000cc e 2.000cc pagam 13%, os veículos de até 1.000cc pagam 7% e os comerciais leves, 8%". Por 1.000 cc, entende-se veículos 1.0.

A 178 km de SP, represa marca um abismo social

É a combinação de uma vida à beira do lago, em uma cidade sem violência nem congestionamento - privilégio de poucos - e uma população de 4 mil habitantes, predominantemente trabalhadores assalariados que vivem das cerâmicas, o principal motor da economia local. Isso faz de Santa Cruz da Conceição, a 178 km de São Paulo, um dos municípios com uma das maiores taxas de desigualdade social no Estado. Aliás, a disparidade aumentou: o índice de Gini subiu de 0,52 para 0,67 entre 2000 e 2010.

Com menos de dez moradores com rendimento nominal mensal superior a 30 salários mínimos, a desigualdade social de Santa Cruz da Conceição tem relação direta com a presença desses poucos ricos, que moram nos bairros do entorno da Represa Dr. Euclides Morelli. Batizado de Prainha, por causa da faixa de areia para banhistas, o grande espelho d'água atrai turistas e também moradores de alta renda que elevam a faixa dos mais ricos.

Estudo em Ribeirão Preto sugere que construtoras banquem fundo de transporte

E se a moda pega? Veja a proposta que surgiu para a política urbana da cidade de Ribeirão Preto:

As construtoras comerciais e residenciais podem ajudar a financiar o fundo municipal de transportes de Ribeirão Preto (303 km de São Paulo).

O dinheiro seria usado nas subvenções para baratear o preço do transporte coletivo municipal e na administração de uma agência reguladora para o setor.

A sugestão está na primeira análise do contrato de concessão do transporte público entre a prefeitura e o consórcio Pró-Urbano que será apresentado nesta segunda-feira (29).

O estudo é feito por um grupo de professores da FEA-RP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto), da USP, a pedido do Ministério Público Estadual, que investiga o contrato.

Segundo o coordenador do grupo, André Lucirton Costa, o recurso seria repassado por meio de contrapartidas devido aos custos de infraestrutura assumidos pelo município.

Já a agência assumiria o papel da Transerp (Empresa de Trânsito e Transporte Urbano de Ribeirão Preto) que, segundo ele, não tem condições suficientes para controlar o cumprimento do contrato.

O sonho do automóvel acabou com Detroit

A capital automotiva dos Estados Unidos não aguentou as seguidas crises da economia voltada ao automóvel e entrou em concordata. A cidade de Detroit vem enfrentando vários problemas urbanos, resultado de uma cidade que se sustentou no finito sonho automobilístico. O alerta fica para as gestões municipais que pensam que o desenvolvimento virá com as montadoras de automóveis.

Lar de Ford, GM e Chrysler — as três irmãs, que são as maiores montadoras americanas e ironicamente foram resgatadas da falência pela Casa Branca após a eclosão da crise de 2008 —, Detroit vive cinco décadas de desindustrialização, provocadas pela consolidação das fabricantes de automóveis e autopeças e o deslocamento de fábricas para áreas do subúrbio da capital de Michigan, outros estados e mesmo países, ante a competição asiática.

Entenda o caso clicando aqui.